Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Com a participação expressiva de membros do candomblé na Festa de Iemanjá, foi possível ver muitos adeptos incorporarem seus orixás durante o festejo. Foi o caso de algumas mulheres do Terreiro do Caboclo do Boiadeiro, do município de Luís Eduardo Magalhães, que receberam seus orixás na areia da Praia da Paciência. "Essa é uma coisa que é divina e o divino é uma coisa que talvez algumas pessoas jamais poderiam entender, por isso que a gente não explica em detalhes. Mas é uma coisa que vem dada por Deus e cada um tem a sua falange. Eu, por exemplo, sou filho de Ogum. Aí vem o ori primeiro, que é o senhor da cabeça e aí ele chama os outros", descreve o Pai de Santo Marcone de Ogun. O terreiro funciona há 28 anos, mas essa é a segunda vez que o grupo participa da Festa de Iemanjá, no bairro do Rio Vermelho. Eles chegaram a Salvador por volta das 16h de quinta-feira (1º) para concluir todos os preparativos e iniciar a entrega dos presentes às 5h da sexta-feira (2).
Com isso, me pego a pensar, porque de tantas pessoas, mesmo sendo adeptos da religião, ainda ficam a mercê de comentários que algumas pobres almas fazem, desmerecendo uma cultura que somente traz consigo o conhecimento ancestral. Creio na certeza, que estes seres "ditos humanos", ou sofrem de esquizofrenia ou gostariam de poder na verdade, estar em nosso lugar.
Minha falecida avó já dizia: "Quem desdenha, quer comprar".
Caso você tenha a coragem, bata no peito para qualquer um e diga:
"Eu sou de Àse, eu tenho minhas raízes, eu cultuo o Orìsà".
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